sexta-feira, 5 de junho de 2009

Trompete
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Um trompete
O trompete é instrumento musical de sopro, um aerofone da família dos metais, caracterizada por instrumentos de bocal, geralmente fabricados de metal. É também conhecido como pistão (por metonímia). Quem toca o trompete é chamado de trompetista.
O trompete é um tubo de metal, com um bocal no início e uma campana no fim. A distância percorrida pelo ar dentro do instrumento é controlada com o uso de pistos ou chaves, que controlam a distância a ser percorrida pelo ar no interior do instrumento. Além dos pistos, as notas são controladas pela pressão dos lábios do trompetista e pela velocidade com que o ar é soprado no instrumento.
O trompete é utilizado em diversos gêneros musicais, sendo muito comumente encontrado na música clássica e no jazz. Em estilos mais acelerados, como o ska e latinos como o mambo e a salsa, bem como no maracatu rural, na zona da mata do norte de Pernambuco.
Índice[esconder]
1 Descrição
2 História
3 Trompetistas célebres
4 Trompetistas brasileiros
5 Ver também
6 Ligações externas
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[editar] Descrição
É um instrumento de tubo cilíndrico em três quartos da sua extensão, tornando-se então cônico e terminando numa campana. Desde meados do século XIX (1815) o trompete está munido de três pistos, o que lhe permite produzir cromáticamente todos os sons dentro da sua extensão. Tem um bocal hemisférico ou em forma de taça.

[editar] História

Um trompete em C com válvulas rotativas.
Os primeiros trompetes eram feitos de um tubo de cana, bambu, madeira ou osso e até conchas, e só mais tarde se fizeram de metal. Embora os trompetes sejam instrumentos de tubo essencialmente cilíndrico, há trompetes extra-europeus (por exemplo, as do antigo Egipto) que são nitidamente cónicos. Os mais primitivos eram usados à maneira de um megafone, para fins mágicos ou rituais: cantava-se ou gritava-se para dentro do tubo para afastar os maus espíritos.
A partir da Idade do Bronze os trompetes passaram a ser usados sobretudo para fins marciais. Na Idade Média os trompetes eram sempre feitos de latão, usando-se também outros metais, marfim e cornos de animais. No entanto, tinham uma embocadura já semelhante à dos instrumentos atuais: um bocal em forma de taça. Este bocal era muitas vezes parte integrante do instrumento e não uma peça separada, como acontece atualmente.
Até fins da Renascença predomina ainda o trompete natural, ou trombeta natural (aquela que produz os harmónico naturais). As trombetas menores eram designadas por clarino. Era habitual, ao utilizar várias trombetas em conjunto, cada uma delas usar só os harmônicos de uma determinada zona. Durante o período Barroco os trompetistas passaram a se especializar em cada um destes registos, sendo inclusive remunerados em função disso. O registo clarino, extremamente difícil, era tocado apenas por virtuosos excepcionais, capazes de tocar até ao 18.º harmônico. A trombeta natural no registo de clarino tem um timbre particularmente belo, bastante diferente do timbre do trompete atual.
O desaparecimento, após a Revolução Francesa, de pequenas cortes que mantinham músicos foi uma das razões que fizeram com que os executantes de clarino desaparecessem também no fim do século XVIII. A impossibilidade de produzir mais sons para além de uma única série de harmônicos era a maior limitação dos instrumentos naturais. Já no principio do Barroco este problema começa a ser encarado seriamente, surgindo os trompetes de varas.
Existe em Berlim uma trombeta de 1615 em que o tubo do bocal pode ser puxado para fora 56cm, aumentando o comprimento do tubo o suficiente para o som baixar uma terceira. Vários instrumentos, hoje obsoletos, foram construídos como resultado de invenções e tentativas, até ao aparecimento dos pistões em 1815. Surge então uma nova era, não só para o trompete como também para outros metais. Hoje os modelos mais usados são os trompetes em Dó e Si bemol. As suas extensões, em notas reais, são no primeiro caso: #2 / 5 e em segundo caso: Mi2 / 5.
Em ambos os modelos podem-se distinguir três registos distintos:
No registo grave (#2 / Si2, notas escritas) a sonoridade é sombria.
O registo médio (3 / 3) é muito claro e brilhante.
As notas mais agudas (Si4 1 5) são também brilhantes, mas estridentes.
Existem ainda outros tipos de trompete menos usados:
Mais agudos:
Trompete em Ré - (à 2ª M sup; sol#2 - mi5) Trompete em Mi b - (à 3º m sup; lá2 - Fá5)
Trompete piccolo em Sib - ( à 7ª m sup; mi3 - sol5)
Mais graves:
Trompete baixo em Mi b - (à 6ª M inf; láb 1 mib4) Trompete baixo em Dó - (à 8ª P inf; fá# 1 dó4)
Trompete baixo em Sib - (à 9ª M inf; mi 1 sib3)

[editar] Trompetistas célebres

Louis Armstrong, um trompetista estadunidense.
Alison Balsom *Alison Balsom
Allen Vizzutti
Arturo Sandoval
Chet Baker
Claudio Roditi
Clifford Brown
Dizzy Gillespie
Freddie Hubbard
Louis Armstrong
Louis Prima
Lee Morgan
Manuel 'Guajiro' Mirabal
Maurice Andre
Maynard Ferguson
Miles Davis
Wynton Marsalis
Mauro Maur

[editar] Trompetistas brasileiros
Nilton Rodrigues
Claudio Roditi
Fernando Dissenha
Fábio Korsakov
Marcos Motta
Sérgio Cascapera
Jorginho do Trompete
Luis de Souza
Bonfiglio de Oliveira
Maurilio da Silva Santos
Barrosinho
sergei nakariakov
alison balson

[editar] Ver também
Orquestra
Banda militar

[editar] Ligações externas

O Wikimedia Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Trompete
International Trumpet Guild
Bandolim
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Exemplo de Bandolim
Um bandolim é um instrumento musical surgido na Itália no século XVI. Com formato de pêra e costas abauladas, possui 8 cordas, agrupadas duas a duas. Cada par de cordas está afinado em uníssono, e estão afastados em quintas, semelhantes ao violino (G-D-A-E baixo-para-agudo). Ao contrário do violino, o braço do bandolim é achatado.
No Brasil esse instrumento forma historicamente o conjunto básico, junto com o cavaquinho (instrumento português), a flauta e o violão, para execução de choros. Jacob do Bandolim é considerado o maior bandolinista de todos os tempos.
o bandolim é um instrumento harmonico
Índice[esconder]
1 Bandolinistas brasileiros
2 Bandolinistas portugueses
3 Bandolinistas americanos
4 Ligações externas
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[editar] Bandolinistas brasileiros
Lúcio Tadeu
Aleh Ferreira
Armandinho
Bruno Rian
Carlos Venturelli
Danilo Brito
Déo Rian
Dudu Maia
Evandro do Bandolim
Hamilton de Holanda
Humberto Gessinger
Jacob do Bandolim
Joel Nascimento
Jorge Cardoso
Luís Barcelos
Luperce Miranda
Marcílio Lopes
Marco de Pinna
Niquinho
Pedro Amorim
Reco do Bandolim
Rodrigo Lessa
Ronaldo do Bandolim
Rossini Ferreira

[editar] Bandolinistas portugueses
Fabio Machado[1]
Júlio Pereira[2]
Guilherme Carriço
Norberto Gonçalves da Cruz[3]
Rui Pregal da Cunha

[editar] Bandolinistas americanos
Chris Thile
Jeff Austin
Mike Marshall
Sam Bush
Ricky Skaggs
Steven Tyler
Buckethead

[editar] Ligações externas
Música e Instrumentos
Grupo de Bandolins de Esmoriz
ComCordas - Encontro Musical de Cordas de Esmoriz
História do Bandolim

Baixo acústico
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Um baixo acústico com cordas de aço em exposição numa loja.
Baixo acústico, também chamado popularmente de baixolão, é um baixo que usa apenas métodos acústicos para projectar o som produzido pelas suas cordas, ao contrário do baixo elétrico. O baixo é um dos raros casos de instrumentos musicais cuja versão eletrificada surgiu antes da acústica; enquanto Leo Fender introduziu no mercado seu primeiro modelo elétrico, o Fender Precision Bass, em 1951,[1] e só depois, em 1972, é que surgiu a versão acústica, por Ernie Ball, de San Luis Obispo, então um os maiores fabricantes estadunidenses de instrumentos musicais.[2][3]
Embora já existissem instrumentos destinados a fazer a parte dos baixos das músicas, o baixo acústico surgiu de uma idéia depois que Ball pensou: "se existe o baixo elétrico que toca com a guitarra elétrica numa banda elétrica, porque não criar um baixo acústico para tocar com uma guitarra acústica numa banda acústica?"[3] Similarmente ao baixo elétrico original, o baixo acústico tem quatro cordas, que são afinadas, normalmente, Mi, Lá, Ré e Sol, mas uma oitava abaixo das cordas mais graves da guitarra de seis cordas, e com o corpo oco, como na guitarra acústica (embora maior). Assim como no baixo elétrico, modelos com cinco ou mais cordas já foram produzidos, embora estes não sejam tão comuns, em parte porque a caixa de ressonância da guitarra baixo acústico ainda é pequena demais para produzir uma amplitude de volume suficientemente satisfatória na tessitura dos tons graves audíveis. Uma das soluções para o baixo acústico de cinco cordas é ter as cordas Mi, Lá, Ré, Sol e Do, em vez de Si, Mi, Lá, Ré, e Sol.[4] Uma outra alternativa para com os baixos acústicos de cinco cordas é amplificar o som deles com um captador.[3] A partir daí, o baixo acústico foi se desenvolvendo, adquirindo características próprias que o distinguem tanto do baixo elétrico como da guitarra acústica.[3]
Existem vários modelos de baixo acústico, mas podem ser simplificados em dois grupos:
os de cordas de aço, sobretudo baseados na guitarra folk, com a parte livre do braço mais longa (até ao 15.º trasto), e madeiras mais claras, como por exemplo, da família das piceas; são frequentemente eletrificados, e às vezes com um recorte na caixa para permitir o acesso às notas mais agudas;
os de cordas de nylon, sobretudo baseados na guitarra clássica, com a parte livre do braço mais curta (até ao 12.º trasto), e madeiras mais escuras, por exemplo, cedro; são também chamados de “violão baixo”, e são usados, por exemplo, em géneros musicais da América latina e no fado.

[editar] Ver também
Contrabaixo

Referências
The History of the Modern Bass Guitar ("A história do baixo moderno") - Ultimate Guitar.com, visitado em 27 de agosto de 2008
History of Ernie Ball Strings and Music Man Guitars - Ernie Ball (site oficial), visitado em 28 de agosto de 2008
3,0 3,1 3,2 3,3 Acoustic bass guitar history ("História do baixo acústico") - ALLBassguitars.com, visitado em 27 de agosto de 2008
Adicionando a corda Si abaixo do Mi, que é corda mais grave do baixo, o som produzido ficaria ainda mais grave e, portanto, menos audível.

Tímpano (instrumento musical)
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O tímpano em ação
O tímpano é um instrumento musical de percussão. Seu uso mais comum é na orquestra, embora tenha presença marcante no jazz e em bandas sinfônicas, além de proporcionar efeitos de sonoplastia. O tímpano é um instrumento membranofone de som determinado, e não temperado. Sua evolução na música européia vai desde o par central barroco (sem pedal e com pele animal) ao quinteto moderno do século XX. Mas, há músicas em que um só timpanista utiliza mais de cinco tímpanos, além de músicas que necessitam mais de um executante como a Sinfonia Fantástica, de Berlioz.









Piano
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O piano apareceu em 1474 e foi criado por Robert Andersan. Mas a primeira referência sobre o piano foi publicada em 1711, no "Giornale dei Litterati d'Italia" por motivo de sua apresentação em Florença pelo seu inventor Bartolomeo Cristofori. A partir desse momento sucedem-se uma série de aperfeiçoamentos até chegar ao piano atual. A essência da nova invenção, residia na possibilidade de dar diferentes intensidade aos sons e por isso recebeu o nome de "piano-forte" (que vai do piano ao forte) e mais tarde, reduzido apenas para piano. Tais possiblidades de matizes sonoras acabou por orientar a preferência dos compositores face ao clavicembalo.
Os pianos modernos, embora não se diferenciem dos mais antigos no que se refere aos tons, trazem novos formatos estéticos e de materiais que compõem o instrumento.]] Um piano [1] é um instrumento musical de corda percutida. Também é definido modernamente como instrumento de percussão porque o som é produzido quando os batentes, cobertos por um material macio e designados martelos, e sendo ativados através de um teclado, tocam nas cordas esticadas e presas numa estrutura rígida de madeira ou metal. As cordas vibram e produzem o som. Como instrumento de cordas percutidas por mecanismo ativado por um teclado, o piano é semelhante ao clavicórdio e ao cravo. Os três instrumentos diferem no entanto no mecanismo de produção de som. Num cravo as cordas são beliscadas. Num clavicórdio as cordas são batidas por martelos que permanecem em contacto com a corda. No piano o martelo ressalta de imediato após tocar nas cordas e deixa a corda vibrar livremente.
Embora seja definido modernamente como um instrumento de percussão, o piano não pode ser considerado desta maneira, pois não possui função rítmica, além disso, instrumentos de percussão não permitem a execução da escala musical.
O piano é amplamente utilizado na música ocidental, no jazz, para a performance solo e para acompanhamento. É também muito popular como um auxílio para compor. Embora não seja portátil e tenha um preço caro, o piano é um instrumento versátil, uma das características que o tornou um dos instrumentos musicais mais conhecidos pelo mundo.
Índice[esconder]
1 Tipos de piano
2 Mecanismos
2.1 Teclado
2.2 Pedais
3 A afinação de um piano
4 Pianistas famosos
5 Ligações externas
6 Referências
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[editar] Tipos de piano
Existem duas versões do piano moderno: o piano de cauda e o piano vertical.

Piano de cauda

Piano vertical
O piano de cauda tem a armação e as cordas colocadas horizontalmente. Necessita por isso de um grande espaço pois é bastante volumoso. É adequado para salas de concerto com tetos altos e boa acústica. Existem diversos modelos e tamanhos, entre 1,8 e 3 m de comprimento e 620 kg.
O piano vertical tem a armação e as cordas colocadas verticalmente. A armação pode ser feita em metal ou madeira. Os martelos não beneficiam da força da gravidade.
Pode-se considerar um outro tipo de piano: o piano automático ou pianola. Trata-se de um piano com um dispositivo mecânico que permite premir as teclas numa sequência marcada num rolo.
Alguns compositores contemporâneos, como John Cage, Toni Frade e Hermeto Pascoal, inovaram no som do piano ao colocarem objectos no interior da caixa de ressonância ou modificarem o mecanismo. A um piano assim alterado chama-se piano preparado.

[editar] Mecanismos

[editar] Teclado

Teclado do piano
Praticamente todos os pianos modernos têm 88 teclas (sete oitavas mais uma terça menor, desde o lá 0 (27,5 Hz) ao dó 8 (4978 Hz)). Muitos pianos mais antigos têm 85 (exatamente sete oitavas, desde o lá 0 (27,5Hz) ao lá 7 (3520 Hz)). Também existem pianos com 8 oitavas, da marca Bosendörfer, austríaca. As teclas das notas naturais (dó, ré, mi, fá, sol, lá e si) são brancas e as teclas dos acidentes (dó #, ré #, fá #, sol # e lá # na ordem dos sustenidos e as correspondentes ré b, mi b, sol b, lá b e si b na ordem dos bemóis) são da cor preta. Todas são feitas em madeira, sendo as pretas de revestidas geralmente por ébano e as brancas marfim ou material plástico.

[editar] Pedais
Os pianos têm geralmente dois ou três pedais, sendo sempre o da direita o que permite que as cordas vibrem livremente, dando uma sensação de prolongamento do som. Permite executar uma técnica designada legato, como se o som das notas sucessivas fosse um contínuo. Compositores como Frédéric Chopin usaram nas suas peças este pedal com bastante frequência.
O pedal esquerdo é o chamado una corda. Despoleta nos pianos de cauda um mecanismo que desvia muito ligeiramente a posição dos martelos. Isto faz com que uma nota que habitualmente é executada quando o martelo atinge em simultâneo três cordas soe mais suavemente pois o martelo atinge somente duas. O nome una corda parece assim errado, mas nos primeiros pianos, mesmo do inventor Cristofori, o desvio permitia que apenas uma corda fosse percutida. Nos pianos verticais o pedal esquerdo consegue obter um efeito semelhante ao deslocar os martelos para uma posição de descanso mais próxima das cordas.
O pedal central, chamado de sostenuto possibilita fazer vibrar livremente apenas a(s) nota(s) cujas teclas estão acionadas no momento do acionamento do pedais. As notas atacadas posteriormente não soarão livremente, interrompendo-se assim que o pianista soltar as teclas. Isso possibilita sustentar algumas notas enquanto as mãos do pianista se encontram livres para tocar outras notas, o que é muito útil ao realizar, por exemplo, passagens em baixo contínuo. O pedal sostenuto foi o último a ser incrementado ao piano. Atualmente, quase todos os pianos de cauda possuem esse tipo de pedal, enquanto entre pianos verticais ainda há muitos que não o apresentam. Muitas peças do século XX requerem o uso desse pedal. Um exemplo é "Catalogue d'Oiseaux", de Olivier Messiaen.
Em muitos pianos verticais, nos quais o pedal central de sostenuto foi abolido, há no lugar do pedal central um mecanismo de surdina, que serve apenas para abafar o som do instrumento.
Recentemente os chamados pianos elétricos passaram por uma grande evolução. Têm exatamente o mesmo número de teclas do piano acústico e se aproximam cada vez mais do seu som. Muitos possuem ainda sons de outros instrumentos musicais, como os teclados eletrônicos. O 'som' do piano elétrico é na verdade uma gravação do 'som autêntico' de um piano, por isso, cada vez que se toca uma tecla, o 'som' é reproduzido em teclas chamadas de 'sensitivas', pois simulam a intensidade sonora do piano convencional.

[editar] A afinação de um piano
«Os afinadores de piano não afinam; desafinam (temperam) de uma maneira controlada»

Os martelos e as cordas do piano
Não é possível num instrumento com teclado ou com trastos obter quintas, terças e oitavas todas «justas» no sentido físico do termo, ou seja, perfeitamente consonantes. Em outras palavras, se afinarmos todas as quintas sem batimento, haverá batimentos para a oitava. E as terças não serão justas. Para chegar a oitavas perfeitas, o afinador tem que encurtar uma ou mais quintas. O temperamento de uma escala é exatamente o ajuste dos intervalos entre as notas, afastando-os do seu valor natural «harmônico», para fazer com que os intervalos caibam numa oitava.
No sistema de temperamento igual, que é o adotado atualmente no ocidente, os intervalos de quinta, terça e quarta não são perfeitamente consonantes. Mas o seu batimento é bem suportável e o ouvido contemporâneo já se habituou a ele. Só as oitavas são perfeitas.
Hoje em dia, depois de afinarem bem cada quinta, os afinadores encurtam-na ligeiramente temperando-a até que se ouça uma flutuação distinta de volume que tem um som «ondulante» - o que se chama um batimento. Na oitava central do piano, as quartas e quintas devem soar com aproximadamente um batimento (uma ondulação) por cada 2 segundos, enquanto as terceiras maiores e as terceiras menores devem criar aproximadamente 3 batimentos por segundo.
Excepto as oitavas, nenhum outro intervalo fica a soar «puro» acusticamente, embora a impureza seja suficientemente fraca para ser tolerável pelo ouvido. Mas só assim é possível conseguir que uma mesma melodia tocada em várias tonalidades soe do mesmo modo.
Além disso, os bons afinadores de piano aumentam as oitavas nos graves e nos agudos, para terem em conta as características da percepção auditiva humana. O que acontece é que o material com que são feitas as cordas provoca a existência de harmónicos ligeiramente mais elevados dos que correspondem a razões de inteiros, o que faz com que uma oitava só soe bem se for ligeiramente aumentada («stretched octave»). Tipicamente, as oitavas mais graves acabam por ficar cerca de 35 cent mais curtas e as mais agudas 35 cent mais longas do que a oitava central. O efeito é menor num piano de cauda, por ter cordas mais longas.
E não se deve de fato usar um temperamento igual nos agudos. Porque, com um temperamento igual, se executarmos passagens menos rápidas nas regiões agudas, usando 3ªs, já surgem cerca de 40 batimentos por segundo o que cria uma espécie de linha de baixo fundamental abominável, muito perto do verdadeiro baixo, que soa como se estivesse a ser tocada num instrumento desafinado.
É de referir que um piano normalmente fica, pelo menos, ligeiramente desafinado quando é transportado ou quando é sujeito a fortes correntes de ar.

[editar] Pianistas famosos
Ver artigo principal: Pianista

[editar] Ligações externas
Piano
Grand-Pianos.org
Piano - Photoarchiv
Arthur Rubinstein Piano Association

[editar] Referências
Pianoforte é uma forma raramente utilizada, exceto na linguagem formal e de derivados do original que se referem ao instrumento, na língua italiana.