terça-feira, 2 de junho de 2009

Rabeca
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José Oliveira, tocador de Rabeca de Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil.
A palavra rabeca foi usada durante a idade média para designar um instrumento importado do Norte de África. Posteriormente, passou a designar qualquer instrumento folclórico parecido com o violino de fatura popular. De timbre mais baixo que o do violino, tem um som fanhoso e sentido como tristonho. Suas quatro cordas de tripa são afinadas, por quintas, em sol-ré-lá-mi.
O tocador encosta a rabeca no braço e no peito, friccionando suas cordas com arco de crina, untado no breu. É, com a viola, instrumento tradicional dos cantadores nordestinos.
Muitas pessoas confundem a rabeca com o violino, apesar de não terem o mesmo som e timbre.
Em São Paulo, é usada em folganças ou fandango, na folia-do-divino, moçambique, congadas, dança-de-são-gonçalo e folia-de-reis. No nordeste foi popularizada por bandas locais, onde também é fabricada por gente simples do interior de Alagoas como Nelson da Rabeca. Na região Norte é usada nas festividades de São Benedito na cidade de Bragança onde destaca-se como o principal instrumento da festa, é tocada desde 1978 pelo mestre Zito no período de 18 a 31 de dezembro. Músicas como retumbão, chorado, xote, mazurca e contra-dança fazem parte do repertorio da festa, mais conhecida com o nome de Marujada. Aurimar Monteiro de Araújo, mestre Ari, é um dos mais renomados artesãos do instrumento na Região Amazônica, utilizando madeiras e fibras vegetais da floresta ele confecciona instrumentos de sons inigualáveis. O mestre foi responsável pela criação da Orquestra de Rabecas da Amazônia, além de uma escola de música e de uma oficina escola que capacitam profissionalmente crianças e adolescentes, preservando assim a mémoria do instrumento na região.
Também é usada na música da Romênia. Também conhecida como rebeca em algumas regiões do Brasil.

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